
"Há três tipos de professores: os que só ensinam o que sabem; os que não ensinam o que sabem; os que pensam que sabem e ensinam errado o que não sabem." (Rio Nogueira)
Da brincadeira de criança à vida real: sou professora e daí?
Uma das lembranças mais fortes da minha infância é a brincadeira de professora pois eu tinha sala, quadro, giz e alunos (meus coleguinhas coitados). Durante o "2º grau" resolvi fazer Magistério e me senti realizada. Depois de terminar o curso procurei escola para ensinar mais sempre recebi respostas negativas. Então fui me distanciando da minha "brincadeira de criança" que eu pensava ser a minha profissão e comecei a trabalhar na área administrativa de uma empresa de computadores. Durante este período achei que estava adormecida a velha professora,mas, hoje quando lembro o cuidado que eu tinha em ensinar alguém que tinha acabado de chegar, ou que tinha mudado de função vejo que sempre esteve presente no meu dia-a-dia administrativo.
Quando decidi prestar vestibular, procurei um cursinho e as aulas de História sempre foram as que mais me chamaram à atenção e conversando com um professor daquela época perguntei o que ele achava da faculdade de História, ele me disse que sendo um bom profissional independente da área você sempre terá o seu espaço. Então resolvi que iria seguir minha vontade apesar da minha prática naquela época me direcionar para outro caminho. Fiz o vestibular, passei, cursei e cada vez mais fui me distanciando do que não estava ligado à educação. Hoje me sinto realizada em estar trabalhando inteiramente na área e conseguir desenvolver um bom trabalho.
Durante este curso de especialização venho realizando diversas atividades que acrescentam na minha prática pedagógica pois instigam meus "conceitos prontos" e me fazem repensar que educação eu quero trabalhar com meus alunos.
Após tantas leituras e conversas formais e informais além da experiência em sala de aula cheguei à conclusão que quero uma educação participada para os meus alunos de forma que eles estejam inseridos na sociedade de forma atuante e consciente dos vários papeis por eles desempenhados todos os dias. Pretendo atuar de maneira clara, objetiva, transparente e deste jeito formar pessoas que transformem o mundo em que vivem através de seus exemplos de sucesso conquistados através da educação.
E para isto me permito experimentar novas tecnologias, novas práticas, novos meios de acesso à educação e de que forma? A utilização deste blog é uma delas, pois apesar da criação dele estar associada à uma disciplina do curso de especialização descobri que é uma ferramenta muito importante para a educação pois através dela podemos trocar experiências, recados, deixar lembrentes, fazer reflexões etc. A disciplina Educação e Contemporaneidade me propiciou um acesso à leituras que foram pertinentes ao meu momento profissional e que me fizeram adquirir novos conhecimentos além de participar de discussões que enriqueceram minha trajetória.
Se a escola mudou, porque o professor não pode mudar também? Este novo profissional da educação não pode ser estático, ele tem que se movimentar, criar, experimentar, discutir, relacionar, ele não pode nem dever ser o "dono da verdade" ele deve ser o fio condutor que irá ajudar os seus alunos no objetivo maior de ambos que é a construção do conhecimento.
A minha trajetória vem sendo construída através dos alunos, responsáveis, colegas, professores enfim de todas as pessoas que fazem parte da minha vida profissional e que de uma forma ou de outra vem somando experiências que estão me ajudando na tarefa á qual eu me propus: ser um agente da educação.

Nenhum comentário:
Postar um comentário