segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Auto-avaliação !!!


Sempre nos reunimos em educação para definir o que é avaliar, de qual forma, atendendo á quem? E mesmo com diversos conceitos, análises, troca de experiências chegamos á uma conclusão: para avaliar não existe uma maneira definida,mas, sim adequações à cada indíviduo trabalhado e com este inserido em um todo.
E por termos passado por uma ducação tradicional, a avaliação acaba se resumindo ao quantitativo, se obtemos sucesso ou fracasso apesar de todas as disucussões realizadas sobre esta temática. Então no momento em que surge a oportunidade de se auto-avaliar ficamos tentados a atribuírmos uma nota dez para a nossa prática. Afinal de contas trabalho, estudo, família etc por todas estas dificuldades deveríamos sempre ter um dez no final.
Mas, após tantas discussões, não cabe mais continuar praticando a mesma maneira de avaliar com o quantitativo se sobressaindo. E na construção do meu conhecimento na disciplina Educação e Contemporaneidade pude acrescentar ao meu fazer pedagogico várias práticas antes desconhecidas para mim. Repensei o que estava sendo feito e apartir daí tive a oportunidade de mudar o que era necessário. Conversei sobre as discussões realizadas com outros colegas e acabamos promovendo conversas muito produtivas entre a maioria do corpo docente que sentiu a necessidade destes momentos de reflexão. Pude também definir o que vou priorizar nesta construção.
E após tantos debates teóricos o blog foi o lugar onde pude descarregas às energias e através dele fazer reflexões sobre aspectos relevantes do meu fazer pedagogico. Inicialmente foi difícil,mas, no decorrer do curso descobri o prazer de "postar" e com certeza este espaço continuará como lugar de construção e reflexão acerca do conhecimento. Mais como ainda deve constar na nossa educação um nota quantitativa atribuo ao meu processo 9,5 por conta de tudo vivenciado, experimentado e com certeza atribuído à minha prática daqui por diante.


Bjos !!!

domingo, 5 de outubro de 2008

Novo layout !!!

Atendendo à pedidos: MUDEI O LAYOUT do meu blog. Ainda estou me acostumando,mas, para um educador é assim mesmo: ouvir e atender às necessidades que apareçam.
Denise obrigada pelas críticas, sugestões e carinho sempre. Ahhhhh !!! Bjos para Hildete e Noenil também. Que bom encontrá-las no meu caminho !!!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008


"Há três tipos de professores: os que só ensinam o que sabem; os que não ensinam o que sabem; os que pensam que sabem e ensinam errado o que não sabem." (Rio Nogueira)

Da brincadeira de criança à vida real: sou professora e daí?

Uma das lembranças mais fortes da minha infância é a brincadeira de professora pois eu tinha sala, quadro, giz e alunos (meus coleguinhas coitados). Durante o "2º grau" resolvi fazer Magistério e me senti realizada. Depois de terminar o curso procurei escola para ensinar mais sempre recebi respostas negativas. Então fui me distanciando da minha "brincadeira de criança" que eu pensava ser a minha profissão e comecei a trabalhar na área administrativa de uma empresa de computadores. Durante este período achei que estava adormecida a velha professora,mas, hoje quando lembro o cuidado que eu tinha em ensinar alguém que tinha acabado de chegar, ou que tinha mudado de função vejo que sempre esteve presente no meu dia-a-dia administrativo.

Quando decidi prestar vestibular, procurei um cursinho e as aulas de História sempre foram as que mais me chamaram à atenção e conversando com um professor daquela época perguntei o que ele achava da faculdade de História, ele me disse que sendo um bom profissional independente da área você sempre terá o seu espaço. Então resolvi que iria seguir minha vontade apesar da minha prática naquela época me direcionar para outro caminho. Fiz o vestibular, passei, cursei e cada vez mais fui me distanciando do que não estava ligado à educação. Hoje me sinto realizada em estar trabalhando inteiramente na área e conseguir desenvolver um bom trabalho.

Durante este curso de especialização venho realizando diversas atividades que acrescentam na minha prática pedagógica pois instigam meus "conceitos prontos" e me fazem repensar que educação eu quero trabalhar com meus alunos.

Após tantas leituras e conversas formais e informais além da experiência em sala de aula cheguei à conclusão que quero uma educação participada para os meus alunos de forma que eles estejam inseridos na sociedade de forma atuante e consciente dos vários papeis por eles desempenhados todos os dias. Pretendo atuar de maneira clara, objetiva, transparente e deste jeito formar pessoas que transformem o mundo em que vivem através de seus exemplos de sucesso conquistados através da educação.

E para isto me permito experimentar novas tecnologias, novas práticas, novos meios de acesso à educação e de que forma? A utilização deste blog é uma delas, pois apesar da criação dele estar associada à uma disciplina do curso de especialização descobri que é uma ferramenta muito importante para a educação pois através dela podemos trocar experiências, recados, deixar lembrentes, fazer reflexões etc. A disciplina Educação e Contemporaneidade me propiciou um acesso à leituras que foram pertinentes ao meu momento profissional e que me fizeram adquirir novos conhecimentos além de participar de discussões que enriqueceram minha trajetória.

Se a escola mudou, porque o professor não pode mudar também? Este novo profissional da educação não pode ser estático, ele tem que se movimentar, criar, experimentar, discutir, relacionar, ele não pode nem dever ser o "dono da verdade" ele deve ser o fio condutor que irá ajudar os seus alunos no objetivo maior de ambos que é a construção do conhecimento.

A minha trajetória vem sendo construída através dos alunos, responsáveis, colegas, professores enfim de todas as pessoas que fazem parte da minha vida profissional e que de uma forma ou de outra vem somando experiências que estão me ajudando na tarefa á qual eu me propus: ser um agente da educação.

Alunos especias, professores especiais?


Quando cheguei no primeiro dia de aula em uma turma de 5ª série e me deparei com uma aluna com paralisia cerebral fiquei assustada confesso,mas, depois desta surpresa inicial pensei que como educadora esta seria uma oportunidade maravilhosa. Durante o contato inicial fiquei sem saber como agir, afinal de contas a graduação não te habilita para esta convivência. Quando estudamos as disciplinas pedagógicas não estudamos como proceder em casos como estes. Se o aluno apresentar interesse nesta área da educação ele deverá procurar um curso que o habilitará especificamente o que pode não ocorrer por vários motivos. Hoje faço curso de especialização em História da África e Cultura Afro-Brasileira e não optei por um em Educação Especial por uma questão de custo e não metodológica e sinto falta desta habilitação para lidar com Liliane, a aluna especial que citei no inicio. Ela acompanha o conteúdo tranquilamente, só exigindo uma atenção especial no momento da avaliação, isto porque ela não acompanha o ritmo acelerado dos seus colegas, precisa de mais tempo e atenção, o que é adaptado não só por mim mais por outros professores também.
Às vezes questiono se o método utilizado está correto, se é o melhor caminho,mas, quando a observo atenta, participando das aulas tenho a certeza que estou no caminho certo. Sempre tenho a atenção de conversar com outros profissionais sobre o que acontece na minha sala de aula para uma troca de experiências e em uma dessas conversas Noemi professora do 2º ano do fundamental I relatou a experiência dela com Yuri um aluno especial (autista) quando ela estava ensinando a classe durante a aula de matemática divisão, ela utiliza o lúdico durante suas explicações e sem surpresa alguma ela disse que ele foi um dos alunos que mais assimilou o assunto. O que mais chamou minha atenção nesta conversa é que em nenhum momento ela o subestimou, ao contrário, ela disse que desde que estimulando da maneira correta ele irá produzir qualquer coisa que o professor proponha e para isto o lúdico tem papel fundamental. Não nos faz bem vestirmos os personagens de coitadinhos, temos que ir em frente e estimulá-los a produzir como qualquer outro aluno da classe. E esta experiência acontece em uma escola de periferia o que para muita gente pode parecer uma surpresa.
Em outra conversa que mais tarde eu transcreveria para servir de base desta postagem, uma outra professora chamada Ana Carla que trabalha com alunos com Síndrome de Down também no 2º ano do Fundamental II na escola Lápis de Cor relatou sua experiência com estes alunos da seguinte maneira: "Desenvolver atividades com crianças portadoras de necessidades especiais (Síndrome de Down) não é tão diferente como com as crianças ditas aparentemente "normais". O professor precisa respeitar os limites de cada aluno pra que os seus objetivos sejam alcançados. Inserir jogos e brincadeiras é muito importante pois, os mesmos possuem uma inquietação natural sendo necessário prender a atenção deles de alguma forma tornando o aprendizado prazeroso. Gabriela (uma das alunas às quais me refiro) é uma criança bastante amorosas ao mesmo tempo agressiva, o que é característica que todos os dows possuem. porém, é bastante gratificante ensinar crianças especiais pois você aprende constantemente. A construção do conhecimento destas crianças precisa apenas de uma visão especial do professor pois existe uma necessidade de ver, pegar, sentir, construir, para melhor compreender, daí a importância da utilização do lúdico na aprendizagem."
Isto é estimulante pois passamos a compreender que a nossa prática pode fazer a diferença e pode nos fazer alcançar o objetivo maior que é a construção do conhecimento de todos os tipos de alunos. O professor não pode ter receios em experimentar, criar, enfim, em praticar a educação e no final o saldo será uma experiência a mais para troca em seu "baú" de experiências.