sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Eu professora todo dia? O que eu quero? O que eles querem de mim?



"Defeitos não fazem mal, quando há vontade e poder de os corrigir." Machado de Assis


Sempre tenho esta frase na minha cabeça quando vejo que algo não está bem na minha prática pedagógica. O ser humano esta pronto para receber elogios,mas, críticas nunca e aí está uma das nossas maiores dificuldades como educadores pois aceitar o erro para corrigi-lo não é sinal de fraqueza como muitos pensam, mais sim de amadurecimento. Nós professores não somos os detentores da verdade e a nossa formação não nos habilita ao dia-a-dia, aos problemas, às adequações exigidas pela escola e pelos pais. Não temos o poder de fazer os nossos alunos se apaixonarem pelas nossas disciplinas. Será? Acredito que podemos fazer isso sim depende da nossa mobilidade em repensar conceitos prontos, práticas ultrapassadas, preguiça, achismos, enfim tudo que possa atrapalhar o nosso crescimento profissional.

Revendo os modelos de escolas nos textos de Maria Lúcia de Arruda Aranha retirados do livro Filosofia da Educação consegui identificar várias práticas ditas tradicionais e tecnicistas inseridas nas escolas que eu trabalho atualmente, em professores com os quais convivo e até em mim mesma apesar de nunca ter me visto dessa mesma forma antes. daí lembrei de perguntas postas pela professora Josely da Argumento Pós Graduação na aula passada: O que eu quero? O que eles querem de mim?

Cheguei á conclusão que eu quero formar seres reflexivos, com opiniões próprias e sem vergonha de pô-las para fora e após algumas conversas com eles pude perceber que eles querem ser orientados mais de uma maneira amiga sem a utilização da imagem autoritária do professor. Este passaria a ser um amigo que não transmitiria conhecimento da disciplina mais sim também conhecimento para a vida.

A discussão me fez acrescentar no dia-a-dia o escutar mais atentamente o que meus alunos tem à me dizer para desta forma conseguir alcançar os nossos objetivos que no final das contas são os mesmos: Educar e ser educado da melhor maneira possível.

Bjos e bom fds !!!

Um comentário:

Denise Borges disse...

Rose se faz necessário na formação de seres reflexivos por em prática os discursoo humanitários e filosoficos a troca de experiência e a observação da vivência do educando é fundamental para iniciar a peregrinação, belo texto e percebo as inquietações neste seu habitat educacional, muito bom...
Denise